Boa parte dos trabalhadores já precisou, em algum momento da vida laboral, assumir as funções de um colega que precisou se afastar do trabalho.

Mas, apesar de ser um "hábito" tratado de maneira corriqueira pelas empresas, quem assume o cargo de trabalho de outro deve receber o mesmo salário ao que era pago àquele que exercia a função antes de tal substituição.

É o chamado “salário substituição”.

Para melhor entender, caso algum funcionário tenha que se ausentar de suas atividades por motivo diverso, seja férias, licença ou algum outro motivo, o colaborador que foi chamado a substituir esse funcionário de padrão salarial mais elevado tem o direito de receber o mesmo salário do empregado substituído enquanto durar a substituição.

Nesses casos, o colaborador deve receber a diferença entre o seu salário e o salário do outro, desde que o trabalhador que substituiu retorne às suas atividades ao final.

A advogada especializada em direitos trabalhistas e sócia de Crivelli Advogados, Kelly R. Demuth Sato, explica que é comum as empresas solicitarem que um funcionário assuma as funções do outro, mas sem pagar o salário substituição.

Nestes casos, mesmo que não haja aumento de trabalho, nem mudança de horário, trajeto ou outra alteração significativa na vida do profissional, a diferença deve ser paga.

“Se você se encaixa neste tipo de situação e precisa de esclarecimentos sobre o assunto, procure um profissional de sua confiança”, sugere a advogada.