No último dia 2 de junho ocorreu a XVI Caminhada de Lésbicas e Bissexuais na cidade de São Paulo. O evento tradicionalmente ocorre um dia antes da Parada do Orgulho LGBT.  O objetivo da data é o de chamar a atenção para as necessidades e o preconceito envolvendo mulheres lésbicas e bissexuais. Além disso, o evento celebrou a visibilidade de populações que ainda reivindicam mais espaço na sigla LGBT.

Na edição deste ano, na cidade de São Paulo, o evento prestou uma homenagem especial à memória da vereadora Marielle Franco, que foi brutalmente assassinada no início deste ano no Rio de Janeiro. A organização do evento chamou a atenção para o fato de que as investigações sobre o caso até agora restaram inconclusas.

A lesbofobia e a bifobia não fazem parte da agenda da segurança pública, da saúde e da educação. Ainda são insuficientes os indicadores pra averiguar as vítimas de feminicídio e de lesbocício. A ausência de dados oficiais dificulta ainda mais a proposição de políticas públicas e a reivindicação por uma ação mais incisiva do Estado. Afinal, além da segurança pública, são urgentes as medidas relacionadas à educação, saúde e representatividade política.

O machismo, a misoginia, a bifobia e a lesbofobia ainda são realidades que têm vitimado mulheres todos os dias no Brasil. A caminhada teve especial importância neste sentido para as mulheres lésbicas e bissexuais. Mas também serviu como um dia de escuta atenta para homens gays, mulheres e homens heterossexuais.

            O evento começou às 14hr na praça Oswaldo Cruz e seguiu em direção ao MASP.