Por Renta Cortelinne Frias

Muitas das mulheres que estão ativas no mercado de trabalho foram criadas num ambiente carregado de preconceito e da crendice que “ser boa mãe” não combina com uma carreira.

Para romper esta barreira e equilibrar os diversos papéis as mulheres partiram para luta e dominaram não só o banco das universidades, onde são já são a maioria, mas também o mercado de trabalho onde representam 45% da força de trabalho formal.

Ocorre que, muito embora as mulheres estejam cada vez mais ativas no mercado de trabalho, a grande maioria não ocupa cargos de alta gestão como os de diretoria ou Conselho de Administração nas empresa de capital aberto. Esse desequilíbrio é mundialmente observado.

Segundo dados fornecidos pela Rais (Relação Anual de Informações Sociais) à folha de São Paulo, os cargos de gerência e diretoria ocupados por mulheres aumentaram 5% e 10% respectivamente, nos últimos 14 anos. Contudo, esse percentual ainda não é suficiente para que as mulheres estejam em nível de igualdade com os homens nestas posições.

Um dos fatores que contribui para esse aumento é o constante debate de diversidades na empresas, sendo que algumas delas passaram a incluir no seu plano de metas o incremento do números de mulheres nos cargos de alta gestão.

Sheryl Sandberg, executiva do Facebook e grande defensora da liderança feminina, criou o grupo “Learn In” defende que a solução está dentro das mulheres e propõe esse debate. Para Sheryl as mulheres devem “aumentar sua autoconfiança e não se apegar à modelos inatingíveis”.

As mulheres que alçam as posições mais destacadas nas companhias são aqueles que detém elevada confiança em suas habilidades e não se prendem aos padrões de administração feitos pelos homens.

É inegável que o cenário está melhor que há décadas atrás, contudo, há ainda um longo caminho a ser percorrido, o fundamental é que homens e mulheres percebam que os estereótipos e o preconceito fomentado por gerações ainda moldam nosso comportamento e ditam as nossas ações, ainda que inconscientemente, e acabam por tolir nossas ações.

Portanto, as mulheres que almejam estar no comando devem fazer o constante exercício de confiar em seu trabalho, agir conforme seus instintos com simpatia, diálogo e firmeza, sem desistir de estar no topo.

Que estas mulheres encontrem um nova abordagem, o lugar incomum sem o pesado fardo da escolha pela carreira e se lancem em seus objetivos, realizando todo seu potencial. Que estas me também encontrem bons parceiros de trabalho e, sobretudo, apoio de outras mulheres no objetivo comum da busca pela igualdade.

Renata C. Frias é advogada e gerente administrativa do escritório.